A Empregada
Ficha Técnica. Tempo de duração: 2h 13min | Gênero: Suspense/Drama
Direção: Paul Feig | Roteiro Rebecca Sonnenshine
Elenco: Sydney Sweeney, Amanda Seyfried, Brandon Sklenar
Título original The Housemaid
Sydney Sweeney como Millie
Calloway, Amanda Seyfried como Nina Winchester, esposa de Andrew Winchester
protagonizado por Brandon Sklenar, e o desconhecido por essas bandas de cá Michele
Morrone interpretando Enzo Accardi
e a fofíssima Indiana Elle, como Cecelia.
O filme a empregada traz algumas
questões polêmicas que estão no centro da vida amorosa os casais modernos e
principalmente das expectativas existentes entre homens e mulheres e o
desempenho de seus respectivos papéis dentro da família e na sociedade
contemporânea. Mais do que isso o filme, explora o submundo do patrimônio e dos
segredos aqui podem estar por trás de milhões de casamentos ao redor de todo
mundo.
Talvez o título do filme causam
certa estranheza para o brasileiro por achar que em um país como os Estados
Unidos a grande maioria do trabalho doméstico é realizado pelas próprias donas
de casa, mas isso apenas nos casos em que elas não trabalham fora. Existe
também um outro aspecto a ser considerado que é de certa forma dicotômica né da
relação de trabalho estabelecida entre a senhora empregada que são praticamente
do mesmo étnico, 2 mulheres de origem germânica que poderiam ou pode em algum
momento do seu passado ter um ancestral em comum.
Bom considerações antropológica a
parte, o filme é um thriller de suspense, que usa muito bem as tradicionais
técnicas de roteiro do cinema norte-americano como por exemplo reviravolta e
retomada que eu descrevo dessa maneira mas não sei qual o nome que se leva nos
manuais de roteiro dos Estados Unidos. Cabe aqui ainda a consideração de que
bom solteiros tem basicamente os mesmos elementos centrais, que além dos 2
citados anteriormente, está o fator surpresa que é sabiamente guardado pelo
roteirista para que um determinado momento do filme seja finalmente revelado.
No caso do filme questão, o público
vai se surpreender ao saber que o verdadeiro vilão da história não é Nina
Winchester mas sim o seu marido, Andrew Winchester Porque sinceramente faz um
vilão quase perfeito, porque a grande maioria dos vilões são basicamente feios,
enquanto o ator Brandon Sklenar foge a
essa regra.
Para a grande maioria do público
feminino a grande surpresa repousa em que é o vilão da
história também a quebra de paradigma em relação ao Príncipe Encantado que
grande parte do público feminino acha ter encontrado no personagem no filme de Brandon Sklenar, quebrando assim uma série de paradigmas e trazendo talvez um questionamento em
relação a essa busca desenfreada por perfeição, riqueza, dinheiro poder e
beleza.
Minha análise do filme não busca revelar o roteiro em si mas sim as relações entre os personagens, e mas, posso dizer que o roteiro que merece uma nota 9,5 por ser quase perfeito, pois obviamente que 2 mulheres jamais escapariam de uma investigação buscaria elucidar a morte do vilão do filme.
Para quem nunca viu esse tipo de tema
relacionado ao casamento inserido em um contexto de suspense e drama vale a pena
assistir o filme, pois são 2 horas de cenas bem dosadas que não deixam que o
cinéfilo durma no cinema, apesar de que a classificação de suspense não faz bem
justo o seu título.
No mais o filme explora as relações
não apenas entre a patroa e empregada, mas entre a atriz principal Amanda
Seyfried, e os 4 principais personagens, descortinando uma rede de mentiras, e
mostrando que nas relações familiares altamente complexas é preciso ir além de
um primeiro olhar e das aparências e mergulhar profundamente nos significados que estão por
trás dos atos e atitudes das pessoas e de suas personagens para o real
entendimento da dinâmica dos relacionamentos humanos.
Além disso, como não poderia deixar
de ser, o filme traz a idealização do romance, a exploração da loucura, dos
abusos emocionais, e a chance de redenção dos personagens ou talvez não, mas
tenta de certa forma instiga uma reflexão sobre a idealização da família
perfeita, e talvez que aquele Príncipe Encantado com qual as mulheres tanto
sonham, seja na verdade o sapo, do qual as buscam freneticamente se afastar.
Amanda Seyfried e Sydney Sweene estão praticamente impecáveis em seus papeis, a primeira já bem conhecida pelo público e a segunda uma estrela em ascensão no cinema industrial Norte Americano.
A empregada já tem previsão de um segundo filme. É espera pra ver!
Nenhum comentário:
Postar um comentário