quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

A Empregada, Amanda Seyfried e Sydney Sweeney em confronto???

 


A Empregada

Ficha Técnica. Tempo de duração: 2h 13min | Gênero: Suspense/Drama

Direção: Paul Feig | Roteiro Rebecca Sonnenshine

Elenco: Sydney Sweeney, Amanda Seyfried, Brandon Sklenar

Título original The Housemaid

 

Sydney  Sweeney como Millie Calloway, Amanda Seyfried como Nina Winchester, esposa de Andrew Winchester protagonizado por Brandon Sklenar, e o desconhecido por essas bandas de cá Michele Morrone interpretando Enzo Accardi

e a fofíssima Indiana Elle, como Cecelia.

 

O filme a empregada traz algumas questões polêmicas que estão no centro da vida amorosa os casais modernos e principalmente das expectativas existentes entre homens e mulheres e o desempenho de seus respectivos papéis dentro da família e na sociedade contemporânea. Mais do que isso o filme, explora o submundo do patrimônio e dos segredos aqui podem estar por trás de milhões de casamentos ao redor de todo mundo.

 

Talvez o título do filme causam certa estranheza para o brasileiro por achar que em um país como os Estados Unidos a grande maioria do trabalho doméstico é realizado pelas próprias donas de casa, mas isso apenas nos casos em que elas não trabalham fora. Existe também um outro aspecto a ser considerado que é de certa forma dicotômica né da relação de trabalho estabelecida entre a senhora empregada que são praticamente do mesmo étnico, 2 mulheres de origem germânica que poderiam ou pode em algum momento do seu passado ter um ancestral em comum.



Bom considerações antropológica a parte, o filme é um thriller de suspense, que usa muito bem as tradicionais técnicas de roteiro do cinema norte-americano como por exemplo reviravolta e retomada que eu descrevo dessa maneira mas não sei qual o nome que se leva nos manuais de roteiro dos Estados Unidos. Cabe aqui ainda a consideração de que bom solteiros tem basicamente os mesmos elementos centrais, que além dos 2 citados anteriormente, está o fator surpresa que é sabiamente guardado pelo roteirista para que um determinado momento do filme seja finalmente revelado.

 

No caso do filme questão, o público vai se surpreender ao saber que o verdadeiro vilão da história não é Nina Winchester mas sim o seu marido, Andrew Winchester Porque sinceramente faz um vilão quase perfeito, porque a grande maioria dos vilões são basicamente feios, enquanto  o ator Brandon Sklenar foge a essa regra.

 

Para a grande maioria do público feminino a grande surpresa repousa em que é o vilão da história  também a quebra de paradigma em relação ao Príncipe Encantado que grande parte do público feminino acha ter encontrado no personagem no filme de Brandon Sklenar, quebrando assim uma série de paradigmas e trazendo talvez um questionamento em relação a essa busca desenfreada por perfeição, riqueza, dinheiro poder e beleza.

Minha análise do filme não busca revelar o roteiro em si mas sim as relações entre os personagens, e mas, posso dizer que o roteiro que merece uma nota 9,5 por ser quase perfeito, pois obviamente que 2 mulheres jamais escapariam de uma investigação buscaria elucidar a morte do vilão do filme.

 

Para quem nunca viu esse tipo de tema relacionado ao casamento inserido em um contexto de suspense e drama vale a pena assistir o filme, pois são 2 horas de cenas bem dosadas que não deixam que o cinéfilo durma no cinema, apesar de que a classificação de suspense não faz bem justo o seu título.

 

No mais o filme explora as relações não apenas entre a patroa e empregada, mas entre a atriz principal Amanda Seyfried, e os 4 principais personagens, descortinando uma rede de mentiras, e mostrando que nas relações familiares altamente complexas é preciso ir além de um primeiro olhar e das aparências e mergulhar profundamente nos significados que estão por trás dos atos e atitudes das pessoas e de suas personagens para o real entendimento da dinâmica dos relacionamentos humanos.

 

Além disso, como não poderia deixar de ser, o filme traz a idealização do romance, a exploração da loucura, dos abusos emocionais, e a chance de redenção dos personagens ou talvez não, mas tenta de certa forma instiga uma reflexão sobre a idealização da família perfeita, e talvez que aquele Príncipe Encantado com qual as mulheres tanto sonham,  seja na verdade o sapo, do qual as buscam freneticamente se afastar. 

Amanda Seyfried e Sydney Sweene estão praticamente impecáveis em seus papeis, a primeira já bem conhecida pelo público e a segunda uma estrela em ascensão no cinema industrial Norte Americano.

A empregada já tem previsão de um segundo filme. É espera pra ver!


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