Nada como dar uma repaginada em
um clássico do cinema e foi isso que fez o diretor Sam Raimi em Oz: The Great and Powerful, cujo o título em
português é Oz: Poderoso e Mágico, filme estrelado por James Franco, Planeta dos Macacos: A origem (2011)
e Homem-Aranha (2002 e 2004) que faz o papel principal do filme do mágico.
Mas, não se engane, o filme pode
fazer lembrar o Mágico de Oz, filmado em 1939 em que Dorothy Gale (Judy
Garland), é transportada por um tornado para a Terra de Oz, mas dessa vez a
garota não está no papel principal e nem no filme, o contexto aqui é outro já
que o roteirista optou por explorar um das várias possibilidades da estória.
No filme dirigido por Sam Raimi, James
Franco é um mágico de circo mambembe, e que sonha em fazer algo grandioso. Mas,
existe um sério entrave a isso, o seu caráter que não por acaso o colocar em
apuros. Oz se ver obrigado em uma dessas situações a pegar seu balão para
escapar.
A partir desse momento, o Mágico Oz,
(James Franco) se ver transportado em seu balão por um tornado, para uma
dimensão onde existe um reino que leva o seu nome. O filme a partir daí deixar de ser filmado em preto e
branco e se tornar colorido.
Nesse ponto, onde o filme é a
cores e Oz se ver em outra dimensão em que todas as leis da física e da química
são obedecidas, começa de fato a história. Devermos lembrar que Hollywood lança
mão de toda tecnologia digital disponível hoje para criar cenários que mais
parecem saídos de um sonho ou da imaginação, mas que estão longe da realidade
criada por um Deus soberano.
Mas, não nos enganemos, só
existem duas dimensões em que o homem pode existir. Uma fora da eternidade e
outra na eternidade. Aqui é o primeiro aspecto do filme que está fora da
Palavra de Deus, pois, não existem países mágicos e nem outras dimensões.
Nem mesmo a mágica existe como um
poder que foi dado ao ser humano, ainda que Oz não seja um mágico o título do
filme tem um poder sobre o inconsciente coletivo e muitos pais levam seus
filhos ao cinema, pois, acham que se tratar de um filme para crianças. Já
alertava Deus no antigo testamento sobre mágicos e adivinhos. Dt 18.9-11
Na verdade o filme aborda além do
tema da mágica, o da violência e ao contrario do filme de 1939, que é bem mais
inocente a face do mal se revela de uma forma sútil, mas muito mais forte pela
presença das duas bruxas que são interpretadas por, Rachel Weiss, Evanora (A
Múmia) e Theodora, Milena "Mila" Markovna Kunis, (Ted, 2012) pouco
conhecida do público da telona por aqui.
A trama toda girar em torno do
fato de que Oz, apareceria como mágico e cumpriria uma profecia não se sabe
ditar por quem para retoma o seu trono na Cidade das Esmeraldas. A questão é
que James Franco, Oz não é mágico, apesar de deixar que todos acreditem que ele
é.
Nisso Oz, agora promovido a
mágico nos lembra Jacó, o filho de Isaac que rouba a primogenitura de seu
irmão. Mas, para que ele possa se sentar no trono da cidade das esmeraldas
primeiro deveria matar a bruxa má, interpretada por Michelle Williams mais
conhecida pelo enlatado Dawson´s Creek em que interpreta Jen Lindley, que no
Brasil passava na Globo aos sábados pela manhã.
Evanora manipula a sua irmã
Theodora que de certa forma manipula Oz, para que este MATE, Glinda que seria a
bruxa do mal. No livro de Tiago a Palavra já nos fala que existem dois tipos de
sabedoria uma que provem do alto e outra que é carnal.
Theodora que tinha a promessa de
Oz de que ela seria a sua rainha, se sente traída ao ver Oz e Glinda
conversando, fato esse que é manipulado por sua irmã Evanora. Theodora ao se
sentir traída e rejeitada por Oz, se ver possuída de vingança e com isso aceita
comer uma maçã que contém um feitiço e a transforma em uma bruxa clássica: pele
enrugada, nariz pontiagudo, e voz execrável, um arquétipo do mal.
Mera coincidência, não. A maçã
tem um lugar de destaque no ideário ocidental, como a fruta do pecado, a fruta
proibida. Eva comeu da fruta do conhecimento do bem e do mal e não uma maça e se lhe abriram os
“olhos”, no caso de Theodora a sua transformação foi de uma mulher meiga e
bonita em uma bruxa má. Sua personagem nos remete a Lúcifer, querubim de luz
criado por Deus para ser maestro do céu e que foi expulso por Deus. Ambos sofreram
a conseqüência de seus atos, foram transformados em sua forma, aparência e essência.
(Is 14.11-23) e (Ez 28.11-19).
Mas, tanto na vida real, como na
ficção a verdade sempre vem a tornar e Evanora se revelar como a bruxa que
matou o pai de Glinda. Agora Oz e Glinda são aliados e juntos vão tentar
libertar a Terra de Oz da influência das irmãs bruxas.
Usando de artifícios tecnológicos
Oz, consegue vencer a magia das irmãs Evanora e Theodora expulsando-as da
cidade das Esmeraldas assim trazendo a tão sonhada paz aos moradores da Terra
de Oz. A essa altura do filme, o personsagem interpretado por James Franco, já
alcançou o seu objetivo na vida, ter feito algo grandioso, que foi a expulsão
das bruxas e a libertação do povo da Cidade das Esmeraldas.
A ponto nevrálgico do filme é que
o Bem sempre vence o mal, e essa é a lição final que Deus deixa para o homem,
mesmo em meio a tantos devaneios humanos presentes no filme.

Nenhum comentário:
Postar um comentário