domingo, 22 de setembro de 2013

Elysium, Um Conto Distopiano








Ontem, mesmo com o tempo corrido e puxado dos últimos dias não puder resistir e fui assistir “Elysium”, filme e que atua Wagner Moura, que diga-se de passagem ainda fala com um inglês muito ruim. 


Elysium é na minha opinião, mais um filme de um sub gênero daquilo que eu chamo de cinema industrial norte americano,  já que o roteiro do filme tratar de um futuro de degradação, apartheid social e transumanização.

Na pátria do cinema ele é chamado de Distopian Tale, um sub-gênero do quais os filmes Oblivion, After EarthPacific Rim and most recently, Elysium também fazem parte. 



Matt Demom é Max um cara branco em uma Los Angeles super povoada por Latinos. Aqui o recado é bem claro, os latinos com uma das maiores taxas de natalidade dos EUA, vão tornar a o Sonho Americano um pesadelo. O subúrbio da cidade das estrelas mais lembra um bairro de Quito no Peru. 



                                                   Alice Braga,
que começou em “Cidade de Deus, é uma enfermeira que tem uma filha com câncer em estágio terminal e que na infância era a namorada de Max (Matt Demon), e que se torna o elo de ligação do roteirista no filme, em um futuro entre ela e o nosso herói.  

Nisso o argumento do filme é construído, na amizade de infância entre Max e Alice Braga, e na já degradada e poluída Terra, muito embora o filme mostre apenas Los Angeles, nesse recorte da realidade.


Max  é um operário na Armadyne uma gigante produtora de armas e sistemas para os ricos de Elysium, uma espécie de refúgio para os ricos da Terra, onde tudo é alegria, as pessoas são ricas, brancas e bonitas, e em cada casa existe um equipamento que diagnosticar e cura as pessoas de todos os tipos de doenças pensáveis. 

Viram só o contraste entre os latinos e os brancos caucasianos de “Elysium”, qual será o recado que o diretor que mandar?



Os latinos são uma sub raça e os branquelos são os únicos dignos a terem uma vida de verdade em um mundo futuro, já que “Elysium”, representar a própria segregação da humanidade em duas castas, as dos afortunados moradores do “Toro” que é o nome da estrutura que abriga os afortunados moradores de “Elysium”, e os moradores da Terra. 

                                      O Toro, estrutura para onde fugiram as elites


De certa forma já existem vários lugares que podem ser chamados de “Elysium”, pelo mundo afora. A Europa, o Japão, e  no Brasil os condomínios de luxo são podem ser comparados ao “Elysium” do filme, o que traduz o grau de alienação das classes mais altas em relação àqueles que são usados pelo Capitalismo.






Também é importante ver que Max após ser exposto a uma dose letal de radiação, passar a usar exoesqueleto, para lhe possibilitar uma sobre vida e assim seqüestrar o executivo da Armadyne. O uso do exo esqueleto, nos lembra Star Wars, Homem de Ferro, é uma clara referência ao futuro da humanidade, a trans humanização, onde máquina e homem se fundem em um só.

                                    Matt Demon é Max um tipo de herói messiânico.


O filme traz também Jodie Foster, que andou bem sumida da telona que que recentemente saiu do armário, em uma atuação bem ao seu estilo, em que faz uma executiva responsável pelo trabalho sujo da segurança em “Elysium”.

                         Jodie Foster é a representação mais radical do Capitalismo no filme



No fim disso tudo, o grande sonho de Max, que é também sua promessa se realizar com a invasão de “Elysium”, e ai em seu fim o filme tem uma pitada de messianismo, Max salvar a humanidade, da segregação social, do abandono, e das doenças, tudo com um simples upload de dados de sua cabeça.


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